Quero trazer a memória, aquilo que me dá esperanças!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012


“Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.”



Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros. 

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda. ”


— Martha Medeiros


“Não adianta, eu ainda vou continuar me desesperando ao escutar o seu nome, o meu coração sempre irá acelerar ao lembrar de você. Eu ainda chorarei lembrando do que aconteceu, e do que poderia ter acontecido. Eu sempre irei me mutilar escutando sua música preferida, e sempre irei enlouquecer ao sentir o seu perfume. Não adianta dizer que isso acabou, ou que isso já teve um fim… Eu ainda vou continuar te amando. Ainda continuo! Não adianta dizer que a nossa história teve um ponto final. Na minha cabeça, nossa história é como um livro de 1, 2, 3 edições; Edições inacabáveis. Não adianta me mandar flores com bombons, e um cartãozinho de despedida. Eu irei atrás de você, e não importa o quão tolo isso seja, não importa o quão seja loucura. Quero fazer você sentir o meu amor, vamos dar uma volta no parque e tomar um sorvete. Vamos tomar um chocolate quente debaixo das cobertas em tardes gélidas. Vamos andar torto na rua e cantarolar enquanto caminhamos. Vamos colorir o amor?”



“Porque você me olha e eu volto. Volto porque sei que ninguém conseguirá me fazer sentir assim. Toda a alegria e toda a tormenta, também. Volto porque nunca vi olhos como os teus. Volto porque esse teu sorriso faz meu dia. Volto porque teu abraço é o que mais me aquece. Volto porque só tua voz é melodiosa. Volto porque só você me deixa sem fala, e em seguida me faz corar. E você me olha de novo, e tudo que pensei durante o dia, todas as mil formas de te esquecer, transformam-se em formas de te amar mais e mais. Todas as cartas e lembranças queimadas, refazem-se na minha memória da forma mais nítida. Você sorri. Eu sorrio. E parece que nada mais importa. Aliás, nada mais importa. Você gosta disso, tanto quanto eu? Dessa nossa proximidade inexplicável? Você segura minhas mãos, e surge um frio delicioso na barriga, parecem borboletas brincando lá dentro do estômago. Acontece que você me olha e eu volto. Volto para o lugar de onde eu nunca deveria ter saído. Volto para você.”