
Um último texto. Último de tantos que completam esse tal
santuário que criei pra você num lugar só. Último de muitos e muitas palavras
de amor, de dor, de felicidade, de tristeza, de ciúmes, de saudade, de
cumplicidade, de você. Todos teus. Passamos por poucas e boas, não é mesmo?
Tantas idas e vindas, recomeços, lágrimas, sorrisos, olhares bobos, presentes,
músicas, frases, gritos, sussurros, declarações. Tanta história em tão pouco
tempo que nem foi tão pouco assim. Tanto sentimento, tanta intensidade. Com
você sorri muito, amei muito, chorei muito, aprendi mais ainda. Com você eu fui
mais do que pensei que podia ser e por você e fui mais longe do que pensei que
poderia ir. A gente se entendia tão facilmente e isso me fazia bem. Você me
fazia bem. Apesar de tudo eu quero te agradecer, agradecer por ter me mostrado
que o amor existe sim, que é um sentimento lindo e que é possível vivê-lo. Não
deu certo e não sei de quem foi a culpa. Talvez tenha sido inteiramente minha,
talvez teve parcela sua ou mais talvez ainda as duas partes foram pagando suas
prestações aos poucos até ter chegado ao final. Sinto sua falta, muito, todos
os dias. Ainda te vejo nas coisas mais bobas, nos momentos mais improváveis ou
nas palavras mais bobas que me lembram algum pedaço da nossa história. Eu não
vou te esquecer, nunca. Você foi, é, e sempre vai ser um pedaço bonito da minha
história. Um pedaço grande e de muito valor. Um pedaço que vou levar pra vida
inteira. E por mais que eu queira te odiar, vai ser a última coisa que vou
conseguir fazer. Porque eu te amo. Até não sei quando, eu te amo. Adeus.
Jéssica
Barreto